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Redirecionamento 301 na troca de site: o checklist completo

Por · Publicado em · Atualizado em · 12 min de leitura

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O redirecionamento 301 avisa que uma página mudou de endereço de vez: quem chega pelo endereço antigo cai no novo, e o Google passa a tratar o novo como o oficial. Na troca de site, ele só protege as posições quando cada endereço antigo aponta para a página equivalente, num mapa de-para feito antes da virada.

O que é um redirecionamento 301?

O redirecionamento 301 é a instrução, dada pelo servidor do site, de que uma página mudou de endereço de forma permanente. O visitante que abre o endereço antigo é levado ao novo sem perceber, e o Google entende que o endereço novo passa a ser o oficial daquela página.

Na troca de site, é ele que separa uma migração tranquila de uma queda nas visitas. Uma indústria que sai do Wix para o WordPress, um escritório que muda de nome e de domínio ou uma clínica que reorganiza as páginas de especialidade mudam os endereços das páginas, e é pelo endereço que o Google reconhece cada uma. Na migração de site sem perder posição, o 301 é configurado página por página, a partir de um mapa feito antes da virada.

O que significa o código HTTP 301?

O código HTTP 301 significa “Moved Permanently”, ou “movido permanentemente”. É um dos códigos que o servidor devolve a cada pedido de página: 200 quer dizer que a página abriu, 404 que não existe e 301 que ela está em outro endereço, para sempre. O navegador e o Google leem esse código e seguem para o endereço novo.

O que é redirecionamento, afinal?

Redirecionamento é qualquer forma de mandar quem pede um endereço para outro. Ele pode ser feito no servidor, que é o jeito recomendado, ou dentro da própria página, por uma instrução no código ou por JavaScript. O tipo escolhido muda o que o Google entende, e isso pesa muito numa troca de site.

Redirecionamento 301, 302 e os outros: qual usar na troca de site

Na troca de site, o redirecionamento certo é o 301 (ou o 308, que o Google trata do mesmo jeito), feito no servidor. O 302 e o 307 são temporários: o visitante chega ao destino, mas o Google não passa a considerar o endereço novo como o oficial.

A diferença está documentada pelo Google Search Central: no 301, o Google usa o destino “como um indicador de que o destino do redirecionamento deve ser canônico”, ou seja, o endereço que vale; no 302, não. Para mudança permanente, a recomendação do Google é usar um redirecionamento permanente do lado do servidor sempre que possível.

Os tipos de redirecionamento e quando cada um serve
Tipo Quando usar O que o Google entende
301 ou 308 no servidor Troca de site, de domínio, de plataforma ou de endereço de uma página Mudança permanente: o endereço novo passa a valer
302 ou 307 no servidor Promoção temporária, página em manutenção por poucos dias, teste Mudança temporária: o endereço antigo continua valendo
Meta refresh imediato Só quando não há acesso ao servidor O Google trata como permanente, mas é solução de remendo
Meta refresh com atraso Quase nunca O Google trata como temporário
Redirecionamento por JavaScript Último recurso, segundo o Google Depende de o Google executar o código da página

O erro que mais aparece em sites de empresa é o 302 esquecido. Muitos painéis de hospedagem e plugins oferecem o 302 como padrão, e a troca é feita “para testar” e nunca corrigida. O visitante não nota diferença; o Google nota.

Quando usar o 302

O 302 serve quando a página volta ao endereço original em pouco tempo: uma página de campanha que substitui a de produto por uma semana ou uma página em ajuste que aponta para outra até ficar pronta. Se a mudança vai durar mais que algumas semanas, é 301.

O mapa de-para: o coração da troca de site

O mapa de-para é a lista que liga cada endereço do site antigo ao endereço equivalente no site novo, e é ele que decide se a troca preserva as posições. Sem mapa, os redirecionamentos viram chute; com mapa, cada página leva para o lugar certo e o trabalho pode ser conferido linha por linha.

Como montar o mapa em cinco passos

O guia de mudança de site do Google Search Central parte do mesmo princípio: preparar o mapeamento dos endereços antigos para os novos antes de mover o site. Na Oleiro, o mapa é montado em cinco passos.

  1. Liste todos os endereços do site atual. Não só os do menu: páginas antigas, posts do blog, PDFs, imagens com visitas e páginas que só aparecem na busca. O sitemap atual, os dados do próprio Google e uma varredura do site se completam.
  2. Marque o que traz visitas e links. Nos dados do Google, separe as páginas com cliques e impressões nos últimos 12 meses. São as que não podem se perder de jeito nenhum.
  3. Escolha o destino equivalente. Cada página antiga aponta para a página do site novo que responde à mesma pergunta. “Serviços de usinagem” vai para a página de usinagem, não para a página de serviços em geral.
  4. Decida o que não tem equivalente. Página que deixou de existir sem substituta pode apontar para a página mais próxima do assunto. Se não houver nenhuma, é melhor devolver o erro 410 (removida de vez) do que mandar para a página inicial.
  5. Teste antes da virada. Com o site novo pronto, cada linha do mapa é testada: o endereço antigo devolve 301 e chega ao destino certo, num salto só.

O mapa fica com a empresa depois da migração. Numa próxima troca de agência ou de plataforma, ele é o ponto de partida, e ninguém precisa descobrir de novo quais páginas importavam.

O checklist completo do redirecionamento 301

O checklist do redirecionamento 301 separa o trabalho em três momentos: antes da troca, no dia da virada e nas semanas seguintes. Com ele em mãos, você confere o trabalho de quem faz a migração sem precisar saber programar.

Checklist

Antes da troca

  • Lista completa dos endereços do site atual, incluindo PDFs e imagens com visitas
  • Páginas com cliques e links de outros sites marcadas como prioridade
  • Mapa de-para com um destino equivalente para cada endereço
  • Decisão registrada para as páginas sem equivalente (página mais próxima ou erro 410)
  • Títulos, textos e dados estruturados das páginas importantes conferidos no site novo
  • Acesso ao domínio, à hospedagem e à conta do Google em nome da empresa

Checklist

No dia da virada

  • Redirecionamentos 301 ativos no servidor, não 302
  • Cada endereço antigo chegando ao destino em um salto só, sem cadeia
  • Versões com e sem www, com http e https levando ao mesmo endereço final
  • Sitemap novo enviado ao Google, só com endereços que respondem 200
  • Formulário, botão de WhatsApp e telefone testados no site novo
  • Marcação do Google Analytics e das conversões funcionando

Checklist

Nas semanas seguintes

  • Erros 404 acompanhados nos dados do Google e corrigidos com novos redirecionamentos
  • Páginas mais importantes conferidas uma a uma na Inspeção de URL
  • Cliques por página comparados com o mesmo período antes da troca
  • Perfil da Empresa no Google e principais cadastros apontando para os endereços novos
  • Redirecionamentos mantidos por pelo menos um ano, sem prazo para desligar

O que conferir no Search Console nos 30 dias depois da troca de site

Nos 30 dias depois da troca de site, o que importa é ver o Google trocando os endereços antigos pelos novos sem perder cliques nas páginas que vendiam. O Google Search Console, a ferramenta gratuita em que o Google mostra como enxerga o seu site, é onde isso aparece.

O próprio Google avisa, no guia de mudança de site, que a visibilidade “pode oscilar temporariamente durante a mudança” e que a maioria das páginas de um site de médio porte é movida em algumas semanas. Oscilar é normal. Cair e não voltar é sinal de mapa com problema.

Os cinco lugares para olhar

O que olhar nos dados do Google depois da troca e o que cada sinal quer dizer
Onde olhar O que é normal O que pede ação
Páginas com redirecionamento Os endereços antigos aparecem aqui, aos poucos Endereços novos importantes aparecendo como redirecionados
Não encontrado (404) Poucos endereços sem importância Páginas que tinham cliques caindo em erro
Sitemap Endereços novos sendo descobertos e indexados Sitemap com endereços antigos ou com erro
Desempenho por página Cliques passando dos endereços antigos para os novos Página nova sem impressões depois de algumas semanas
Inspeção de URL Página nova indexada, com o endereço certo como oficial Google escolhendo o endereço antigo como oficial

O status “Página com redirecionamento”, segundo a Ajuda do Search Console, indica um endereço que redireciona para outro e por isso não vai ser indexado. Nos endereços antigos, é exatamente o que você quer ver.

O resultado de uma migração feita com mapa

A Frigo King, que fabrica refrigeração para baús, tinha dois sites no Wix. A Oleiro levou os dois para o WordPress com a base técnica refeita, junto com o SEO e as versões em outros idiomas. No período, a empresa passou a aparecer muito mais no Google, e os cliques, que já eram altos, continuaram crescendo.

A história completa está no case da Frigo King.

O erro mais comum: mandar tudo para a página inicial

O erro mais comum na troca de site é redirecionar todos os endereços antigos para a página inicial do site novo. Parece resolver, porque ninguém vê página de erro, mas o guia de mudança de site do Google avisa que muitos endereços apontando para um destino sem relação, como a página inicial, podem ser tratados como erro soft 404: na prática, como página que deixou de existir.

Outros dois erros aparecem logo atrás. O primeiro é a cadeia de redirecionamentos: o endereço antigo leva a um intermediário, que leva ao novo, às vezes porque o site já passou por duas trocas. O segundo é esquecer o domínio antigo: ele vence, ninguém renova e todos os redirecionamentos param de funcionar de uma vez.

Se a troca já aconteceu e as visitas caíram, o trabalho muda de nome: é recuperar o que foi perdido. Os passos estão na página de queda de tráfego depois da troca de site, e o guia por que o site perdeu tráfego ajuda a confirmar se a causa foi mesmo a troca.

Como fazer redirecionamento 301 no WordPress, no Wix e na hospedagem

O redirecionamento 301 pode ser configurado no servidor, no painel da hospedagem ou na própria plataforma do site, e o resultado para o Google é o mesmo se o código devolvido for 301. O que muda é quem tem acesso e quanto controle cada caminho dá.

No WordPress

No WordPress, o caminho mais comum é um plugin de redirecionamentos, que guarda a lista de-para e mostra quantas vezes cada regra foi usada. Em sites maiores, as regras vão direto no servidor, que responde mais rápido e não depende do plugin continuar instalado.

No Wix

O Wix tem uma tela própria no painel para configurar redirecionamentos 301, linha por linha, descrita na Ajuda do Wix. Na saída do Wix, o cuidado é outro: o domínio precisa vir junto, apontando para a hospedagem nova, e as regras passam a ser configuradas no destino.

Na hospedagem ou no servidor

Em hospedagens com cPanel, os redirecionamentos ficam na ferramenta de redirecionamento do painel ou no arquivo .htaccess, que o servidor lê antes de abrir qualquer página. Em servidores com Nginx, ficam na configuração do servidor. Quem usa Cloudflare pode criar regras de redirecionamento lá, antes mesmo de o pedido chegar à hospedagem.

Quando um ajuste pontual resolve e quando a troca pede especialista

Um 301 pontual resolve quando a mudança é pequena: uma ou duas páginas mudaram de endereço e o painel do site oferece a opção de 301. Para trocar o site inteiro, a plataforma ou o domínio, a migração é um projeto com várias etapas, e precisa de alguém que responda pelo mapa.

Na troca completa, o risco maior não está numa regra isolada. Está em esquecer a página que trazia metade dos pedidos de orçamento, porque ela não aparecia no menu. Se o seu site recebe pedidos pelo Google hoje, o mapa de-para precisa ser feito por quem sabe ler os dados do Google e conferir, depois da virada, se nada se perdeu.

Para decidir se o caso é trocar só a plataforma ou refazer o site junto, o guia refazer ou otimizar o site ajuda a pesar as duas saídas.

Como a Oleiro faz a migração com redirecionamento 301

A migração de site da Oleiro passa por etapas que se apoiam umas nas outras:

  1. Levantamento: todos os endereços do site atual, com os dados do próprio Google mostrando quais trazem cliques e pedidos.
  2. Mapa de-para: primeiro as páginas que vendem, depois o resto, cada uma com o destino equivalente.
  3. Testes antes da virada: cada linha conferida, com os 301 configurados no servidor, num salto só.
  4. Acompanhamento: nas semanas seguintes, até os endereços novos ocuparem o lugar dos antigos, com correção de cada erro que aparecer.

O mapa fica com a sua empresa. Veja como funciona a migração de site sem perder posição ou peça o diagnóstico gratuito antes de trocar.

Perguntas frequentes sobre redirecionamento 301

Quem vai trocar de site costuma chegar com as mesmas dúvidas: se o 301 perde força, se pesa no site e até quando o endereço antigo precisa existir.

O redirecionamento 301 perde a força da página antiga?

Não da forma que se dizia anos atrás. O Google trata o 301 como sinal forte de que o endereço novo é o que vale, e os links que apontavam para o endereço antigo passam a contar para o novo. O que faz perder posição é o destino errado: página diferente, página inicial ou página de erro.

Redirecionamento 301 deixa o site mais lento?

Um redirecionamento só acrescenta uma ida e volta ao servidor, quase imperceptível. O problema é a cadeia: endereço A leva ao B, que leva ao C. Cada salto atrasa o carregamento e o rastreamento do Google. No mapa de-para, todo endereço antigo deve apontar direto para o destino final.

Preciso redirecionar imagens e PDFs também?

Precisa, quando eles recebem visitas ou links. Catálogos em PDF e imagens de produto aparecem na busca do Google e costumam ser compartilhados por clientes e distribuidores. Se mudarem de endereço sem 301, quem tinha o link cai num erro e o Google perde o arquivo.

Existe redirecionamento de URL grátis?

Sim. O redirecionamento 301 é configurado no próprio servidor, na hospedagem ou no painel da plataforma, sem custo de ferramenta. Serviços que encurtam ou redirecionam links servem para campanhas, não para troca de site: o endereço antigo precisa redirecionar no próprio domínio, página por página. A configuração pede cuidado, porque um erro derruba páginas que já aparecem no Google; na migração de sites da Oleiro, ela é feita e testada página por página.

Posso apagar o site antigo depois que o 301 estiver funcionando?

Pode desligar o site antigo, mas não o domínio nem as regras de redirecionamento. Os redirecionamentos precisam continuar respondendo por pelo menos um ano, segundo o Google Search Central, e o ideal é manter o domínio antigo registrado por bem mais tempo, porque links antigos continuam trazendo visitas.

O redirecionamento 301 resolve a troca de domínio sozinho?

Resolve a maior parte, mas não tudo. Na troca de domínio, além do 301 página por página, entra o aviso de mudança de endereço no Search Console, o sitemap novo e a atualização do Perfil da Empresa no Google e dos cadastros. O passo a passo está no guia trocar domínio sem perder SEO.

Fontes e referências

  1. Google Search Central. Redirecionamentos e Pesquisa Google (tipos de redirecionamento permanente e temporário e como o Google trata cada um) · developers.google.com · consultado em
  2. Google Search Central. Como mover um site com mudanças de URL (mapa de URLs, prazo dos redirecionamentos e oscilação temporária) · developers.google.com · consultado em
  3. Ajuda do Search Console. Relatório de indexação de páginas (status "Página com redirecionamento" e "Não encontrado (404)") · support.google.com · consultado em
  4. Ajuda do Wix. Configurar redirecionamentos 301 de um URL para outro · support.wix.com · consultado em
  5. Dado próprio. Case Frigo King: impressões e cliques no Google, dados do próprio Google (Google Search Console), fev/2026 → média jun–ago/2026, com autorização do cliente. · consultado em

Escrito por

Fundador e consultor de SEO da Oleiro

Une vendas, gestão e tecnologia desde 2000: formado em Ciência da Computação, com MBA em Coaching e Administração. Fundador da Oleiro e consultor de SEO, criou o CLICA CRM e escreve os guias do blog.

Revisado por Solange Koerber Rekowsky, cofundadora da Oleiro

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