Meu site saiu do ar: o que fazer e quanto tempo antes de perder posição no Google
O que o Google faz com um site fora do ar, as causas mais comuns e o roteiro da primeira hora para voltar ao ar e ao índice.
Para saber se o site foi invadido, olhe três lugares: a busca site:seudominio.com.br no Google, atrás de páginas que você não criou; o relatório de problemas de segurança do Google Search Console; e o painel do site, atrás de usuários e plugins que ninguém instalou. Muitas invasões só aparecem para o Google.
O jeito mais rápido de saber se o site foi invadido é pesquisar no Google site:seudominio.com.br e olhar os resultados com calma. Página que você não criou, título em japonês, oferta de remédio, aposta ou réplica de marca no meio dos seus serviços é sinal de invasão. Quem mantém o site atualizado, com cópia de segurança e monitoramento, costuma perceber o problema mais cedo, e é isso que cobre a manutenção de site.
Esse teste funciona porque muitas invasões são feitas para o Google, não para quem visita. O invasor cria páginas de spam dentro do seu domínio para aproveitar a confiança que o Google tem no seu site, e o guia do Google em web.dev recomenda exatamente o operador site: para encontrar as páginas “que um hacker pode ter adicionado”. Se você encontrou alguma, a recuperação de site invadido começa por listar todas e descobrir por onde o invasor entrou.
O Google também avisa quem procura. Os outros dois sinais na busca são:
No Google Search Console, a ferramenta gratuita em que o Google mostra como enxerga o seu site, a invasão aparece no relatório de problemas de segurança. Segundo a Ajuda do Search Console, ele aponta três tipos de problema: conteúdo invadido, malware e engenharia social.
Mesmo sem alerta no relatório, outros números dos dados do próprio Google denunciam a invasão:
No painel do site, a invasão deixa rastros que ninguém da empresa reconhece: usuário administrador novo, plugin que ninguém instalou, arquivos alterados em datas estranhas. Num site em WordPress, comece pela lista de usuários e pela lista de plugins.
O servidor também dá sinais. A hospedagem suspende a conta por envio de spam, o e-mail da empresa começa a cair na caixa de spam dos clientes, o site fica lento sem motivo ou passa a redirecionar para outro endereço, às vezes só quem chega pelo Google ou pelo celular. Esse redirecionamento seletivo é um dos mais traiçoeiros: você abre o site digitando o endereço e ele está normal, mas o cliente que clica no resultado da busca vai parar num site de apostas.
Os sinais de invasão aparecem na busca, nos dados do Google e no painel. Basta um para justificar uma investigação; dois ou mais, quase sempre, confirmam a invasão.
| Sinal | Onde olhar | O que costuma indicar |
|---|---|---|
| Páginas que você não criou | Busca site: no Google | Spam injetado no domínio |
| Títulos em outra língua ou de outro assunto | Busca site: no Google | Spam de palavras-chave |
| “Este site pode ter sido invadido” | Resultado da busca | O Google já detectou a invasão |
| Tela vermelha de site perigoso | Navegador | Malware ou página de golpe |
| Alerta de problema de segurança | Google Search Console | Conteúdo invadido, malware ou engenharia social |
| Salto de páginas indexadas | Google Search Console | Páginas falsas sendo criadas em massa |
| Buscas estranhas no desempenho | Google Search Console | O site aparece para termos de spam |
| Usuário administrador desconhecido | Painel do site | Acesso guardado pelo invasor |
| Plugin ou arquivo que ninguém instalou | Painel e servidor | Porta dos fundos para voltar depois |
| Redirecionamento para outro site | Celular e clique vindo do Google | Redirecionamento malicioso |
| Conta suspensa por spam | Hospedagem | Servidor usado para mandar e-mails |
| Página inicial trocada por mensagem | O próprio site | Desfiguração de site |
Os tipos de invasão mais comuns em sites de empresa são cinco, e cada um quer uma coisa diferente: aproveitar a posição do site no Google, infectar visitantes, roubar dados, usar o servidor ou só aparecer. Saber o tipo ajuda a medir o estrago.
Um site é hackeado, quase sempre, por uma de quatro portas: senha fraca ou repetida em outro serviço, plugin ou tema desatualizado, tema ou plugin pirata baixado de site duvidoso e acesso antigo que nunca foi encerrado, como o login de um fornecedor que já saiu. A brecha mais comum é a mais simples: o site parou de receber atualizações.
Um site clonado é uma cópia do seu, em outro endereço, usada para enganar clientes, por exemplo com uma página de pagamento falsa. Para descobrir, copie uma frase que só existe no seu site e pesquise no Google entre aspas. Se ela aparecer em outro domínio, guarde os prints e o endereço e denuncie a página falsa ao Google e à hospedagem dela.
Na primeira hora, o objetivo é conter o estrago sem apagar as pistas: registrar o que aconteceu, trocar as senhas de um aparelho limpo e chamar quem vai limpar. Apagar arquivos às pressas parece resolver e quase sempre faz a invasão voltar.
A empresa precisa avisar quando a invasão expôs dados pessoais de clientes, como os enviados por formulário, e isso pode causar risco ou dano relevante a eles. Nesse caso, a Lei Geral de Proteção de Dados pede que a empresa comunique o incidente à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e às pessoas afetadas, segundo a orientação da própria Autoridade. Se o site só exibia páginas de spam, sem acesso a dados, o caso costuma parar na limpeza, mas vale registrar o que foi verificado.
Depois que o site é limpo e a revisão é pedida, o Google leva de vários dias a algumas semanas para tirar o aviso. Segundo a Ajuda do Search Console, a análise de segurança “pode levar de alguns dias a algumas semanas”.
Enquanto isso, o aviso continua aparecendo para quem procura a empresa. Por isso a revisão só deve ser pedida com a limpeza completa: um pedido negado porque ainda havia página de spam reinicia a espera. As páginas falsas, mesmo apagadas, também levam um tempo para sair da busca, à medida que o Google volta a visitá-las e encontra o erro de página inexistente.
O erro mais comum de quem tem o site invadido é concluir que está tudo bem porque, ao digitar o endereço, o site abre igual a sempre. Nas invasões de spam, o conteúdo falso é mostrado só ao Google ou a quem chega pela busca, e o dono do site é o último a saber.
Um escritório de contabilidade pode passar meses com centenas de páginas de apostas indexadas no próprio domínio sem perceber, até um cliente comentar que o resultado da busca “parecia estranho”. O teste da busca site: deveria fazer parte da rotina de quem cuida do site, todo mês, junto com atualizações, backup e a leitura dos dados do Google.
A limpeza de um site invadido pede quem conhece o servidor e responde pelo resultado. Mesmo quando a causa parece clara, como um plugin com falha, o invasor raramente deixa uma porta só, e uma limpeza pela metade custa duas vezes: o aviso do Google demora mais a sair e a invasão volta. Depois da limpeza, a manutenção de sites mantém atualizações, backup e senhas em dia para a porta não abrir de novo. Se o site roda em WordPress, o guia o que é WordPress explica por que ele pede esse cuidado.
Na recuperação de site invadido, a Oleiro segue etapas que não podem ser puladas:
Se você ainda não sabe o tamanho do problema, o diagnóstico gratuito mostra como o Google enxerga o seu site hoje.
Depois do susto, as perguntas mudam: se o site precisa ser refeito, se um site pequeno também é alvo e se a invasão derruba as posições no Google.
É, e com frequência. A maioria das invasões é automática: programas varrem a internet atrás de sites com plugin desatualizado ou senha fraca, sem escolher empresa nem tamanho. Um site institucional de cinco páginas serve para hospedar spam, enviar e-mails falsos ou redirecionar visitantes, do mesmo jeito que um site grande.
Pode derrubar. O Google pode mostrar aviso nos resultados, exibir uma página de alerta antes do site e deixar de mostrar páginas afetadas. As páginas de spam criadas pelo invasor também disputam espaço com as páginas reais. Depois da limpeza e da revisão aprovada, as posições costumam voltar, mas não há prazo garantido.
Nem sempre. Se a limpeza for completa e a brecha for fechada, o site pode continuar o mesmo. Vale refazer quando o site está tão desatualizado que não aceita mais atualizações de segurança, ou quando ninguém sabe ao certo o que foi instalado nele ao longo dos anos.
Se a dúvida é sobre contas pessoais, como e-mail e redes, verifique se há acessos que você não reconhece, troque as senhas e ative a verificação em duas etapas, como orienta a Cartilha de Segurança para Internet do CERT.br. Se a dúvida é sobre o site da empresa, comece pela busca site:seudominio.com.br e pelo relatório de problemas de segurança do Google Search Console.
A internet de casa ou do escritório é outro assunto: sinais comuns são aparelhos desconhecidos conectados ao roteador, senha do Wi-Fi alterada e conexão lenta sem motivo. Troque a senha do roteador e a do Wi-Fi e atualize o aparelho. A Cartilha de Segurança para Internet, do CERT.br, explica cada passo em linguagem simples.
É possível, quando o site visitado foi invadido e passou a espalhar malware, ou quando uma página induz você a baixar um arquivo ou digitar uma senha. É para isso que existe a tela vermelha de site perigoso no Chrome. Para o dono do site, isso quer dizer que um site invadido pode prejudicar os próprios clientes.
Não. O antivírus protege o computador; o site fica no servidor da hospedagem. Mas um computador infectado pode roubar a senha do painel do site quando você digita. Por isso, a troca de senhas depois de uma invasão deve ser feita de um aparelho limpo.
Escrito por
Fundador e consultor de SEO da Oleiro
Une vendas, gestão e tecnologia desde 2000: formado em Ciência da Computação, com MBA em Coaching e Administração. Fundador da Oleiro e consultor de SEO, criou o CLICA CRM e escreve os guias do blog.
Revisado por Solange Koerber Rekowsky, cofundadora da Oleiro
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No diagnóstico gratuito, uma conversa online sem custo, você sai sabendo se há sinais de invasão no Google, o que está em risco e o que fazer primeiro. Você sai com o mapa do que fazer, mesmo que não contrate a gente.
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